Dia Internacional da Medicina Integrativa – 23 de janeiro

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Hoje é comemorado o Dia Internacional da Medicina Integrativa. E você, sabe o que é?

A Medicina Integrativa (MI) tem ganhado espaço nos últimos anos. Seja dentro de universidades, clínicas ou em hospitais, ela vem sendo praticada e experimentada por muitos.  Antes chamada de medicina alternativa, as terapias complementares deixam claro, que vieram para somar, e não substituir a Medicina Convencional. Você provavelmente não sabe, mas aquela música, massagem, chá que um dia te ajudou, faz parte dos diversos recursos naturais que compõem a MI.

Mas afinal, o que é Medicina Integrativa?

Antes de entender o que é MI, precisamos compreender o que é Ser Integral. Mais do que um simples adjetivo, o ser integral é uma forma de compreender o ser humano em sua completude. É saber que fatores físicos, emocionais, mentais, ambientais, culturais, espirituais e sociais influenciam no que você é e em como você está. Diferente da Medicina Convencional que divide o corpo em partes para assim compreendê-lo, a MI além de enxergar o indivíduo como um todo, considera que suas partes estão intimamente relacionadas e são interdependentes.

Medicina Integrativa é uma abordagem para um sentido mais amplo de cura. A atenção do médico/terapeuta é voltada ao paciente e, não a sua patologia. Dessa forma, o vínculo terapêutico é valorizado para um melhor entendimento. Além disso, a MI sugere que os tratamentos convencionais e as terapias integrativas e complementares possam ser utilizadas em conjunto para um maior potencial de cura do paciente.

Mercado Integrativo

Para atender a legitimação da crescente demanda dessas práticas, desde 2006 foi implementada pelo SUS a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC). Abrange as áreas de Homeopatia, Plantas Medicinais e Fitoterapia, acupuntura (Medicina Chinesa), Medicina Atroposófica, Crenoterapia, Dança Cirucular/ Biodança, Terapia Comunitária, Yoga, Massoterapia, oficina de massagem/ automassagem, Auriculoterapia, Arteterapia, Meditação, Musicoterapia, Tratamento Naturopático, Tratamento Osteopático, Tratamento Quiroprático e Reiki.

Ainda, instituições renomadas de saúde e pesquisa científica, como Albert Einstein e Sírio Libanês já contam com serviços de abordagem integrativa. Albert Einstein ainda abriu o primeiro curso de pós-graduação em Medicina Integrativa. No mais, essas práticas podem ser encontradas em spas, instâncias hidrominerais, clínicas de estéticas, clínicas multiprofissionais no âmbito privado, unidades básicas de saúde, centro de atenção psicossocial (CAPS) e policlínicas.

Os estudos ofertados nessas áreas contemplam cursos e workshops avulsos, ou seja, específico para cada área. No entanto, no ano de 1998 foi criado um curso de graduação na área da saúde que tem por visão a medicina integrativa. Estamos falando da Naturologia. Um estudo que busca promover, manter e recuperar a saúde do indivíduo através de uma abordagem humanística. É baseada na Medicina Tradicional Chinesa, Medicina Tradicional Indiana (também conhecida como Ayurveda) e Medicina Xamânica.

Seja e esteja consciente

O processo artesanal, sensível e humano de marcas e profissionais que buscam somar para a saúde integral do ser vão na contramão da frieza do mercado que vê a doença como oportunidade para lucrar. A hipocondria generalizada que é disponibilizada por esse sistema cruel pode ser considerada uma forma de consumismo.

Da próxima vez que você sentir uma dorzinha de cabeça ou algum desconforto que o leve a tomar algum remédio, tente tomar um chá, ou até mesmo tirar um tempo de silêncio para respirar mais lento e profundamente. Explore, seja curioso e esteja aberto às possibilidades que vem como alternativas para exercitar uma vida mais consciente e saudável.

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