Dados alarmantes marcam a Semana Nacional de Prevenção da Violência na Primeira Infância

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O Dia das Crianças se aproxima. Apesar do clima de comemoração, muitos meninos e meninas de todo o Brasil estão expostos diariamente a inúmeros tipos de violência. O quadro se agrava ainda mais no período que compreende a Primeira Infância – a gestação, o parto e os seis primeiros anos. Pensando nisso, esta semana é lembrada pela prevenção da violência nessa fase da vida.

Os casos desse tipo, atendidos no Hospital Pequeno Príncipe, cresceram quase 50% nos últimos dez anos. Cerca de 70% das vítimas têm até seis anos. De janeiro a agosto de 2017, das aprox. 324 ocorrências, aproximadamente 221 se deram na Primeira Infância.

A situação é preocupante. “Com as crianças menores, a violência é ainda pior, pois elas são mais frágeis e têm menos condições de se defender. Além disso, até os seis anos, os meninos e meninas estão construindo a sua subjetividade, sua identidade humana. Também é nessa fase que ocorre o crescimento físico, o desenvolvimento motor e da linguagem”, explica a psicóloga da instituição, Daniela Prestes.

Garantir o direito das crianças é responsabilidade de todos. Por isso, denunciar a violência é um dever da sociedade. Somente em 2016, mais de 80 mil ligações foram feitas no Disque-Denúncia brasileiro (Disque 100).

Cresce o número denúncias

Entre os meses de julho e agosto deste ano, as denúncias de violência contra crianças e adolescentes cresceram em 190%, segundo o Governo do Estado.

Tipos de violência

Existem diferentes tipos de violência. Todos eles causam sérias consequências nas crianças, como a redução da autoestima, limitações no desenvolvimento social, decréscimo no rendimento escolar e agressividade. Confira os principais:

Física – Uso da força física de forma intencional, deixando ou não marcas evidentes.

Abuso sexual – A criança ou o adolescente é usado como estimulação ou satisfação sexual. Pode acontecer das seguintes formas: exploração sexual (prática com fins comerciais), pornografia infantil, estupro e atos libidinosos.

Abuso psicológico – Agressão verbal constante, humilhação, ameaça, rejeição, desrespeito e discriminação visando à dominação.

Negligência – Falta de cuidados quanto às necessidades próprias da idade e condições de desenvolvimento. Pode ser de proteção, saúde, educação ou estrutural.

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