Dicas para um Bom Relacionamento Interpessoal com Pessoas com Deficiências

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No ambiente de trabalho existem muitas dificuldades de relacionamento, as quais são decorrentes por falta de informação ou desconhecimento de como lidar com uma situação inesperada.  Quanto mais pessoas conviverem com diferentes tipos de deficiência, mais fácil será esse relacionamento.

Uma das primeiras dicas é em relação a terminologia mais adequada:

Pessoa Portadora de Deficiência, Pessoa com Deficiência, Pessoa com Necessidades Especiais, PCD? O que devemos usar?!

Apesar do termo “pessoa portadora de deficiência” ser utilizado em diversos documentos legais, o termo mais adequado é pessoa com deficiência, nada de usar abreviações (PPD, PCD). E, de preferencia chamar as pessoas pelo nome evitar rótulos.

No relacionamento diário, dúvidas sobre como ajudar uma pessoa com deficiência podem surgir. Sempre que quiser ajudar, pergunte qual é a melhor maneira de proceder. E não se ofenda se a oferta for recusada, pois nem sempre ela é necessária. Bom senso e naturalidade são essenciais no relacionamento com as pessoas com deficiência.

Pessoas com deficiência física

– Não se apoie na cadeira de rodas. Isso pode causar incomodo.

– Use palavras com “correr” e/ou “andar” naturalmente. Pessoas com deficiência física também utilizam esses termos.

– Nunca movimente a cadeira de rodas sem antes pedir permissão.

– Para conversar, caso a conversa se prolongue, sente no mesmo nível de seu olhar.

Pessoas com Deficiência Visual

Ofereça-lhe o braço em invés de pegá-la.

– Se estiver andando com uma pessoa que anda devagar, acompanhe seu ritmo.

– Utilize naturalmente termos como “cego”, “ver” e “olhar”. Os cegos também utilizam.

– Ao conversar, não é necessário falar mais alto, a menos que ela solicite.

– Ao ajudar, não agarre, puxe pelo braço, ou bengala.

– Ao explicar a direção, indique distancia e pontos de referencia com clareza: “tantos metros à direita, à esquerda”.

– Evite termos como: “por aqui e por ali”

– Informe obstáculos existentes, como degraus, desníveis e outros.

– Ao passar por portas e corredores, posicione se braço para trás, de modo que a pessoa cega possa segui-lo.

– Sempre que se ausentar do local, informe a pessoa, caso contrário ela ficará falando sozinha.

 Cão Guia

Nunca distraí-lo de seu dever.

– Evite brincar com o cão guia, pois a segurança de uma pessoa pode depender do alerta e da concentração do cão.

 Pessoas com deficiência auditiva

– Procure falar pausadamente e manter contato visual, pois se desviar o olhar, ela poderá entender que a conversa acabou.

– Não grite, fale com tom de voz normal, a não ser que lhe peçam para falar mais alto.

– Se tiver dificuldade de entendê-lo, não tenha receio de pedir que repita.

– Pessoas surdas, se comunicam essencialmente de maneira visual e pela língua de sinais (LIBRAS).

– Para Iniciar uma conversa, acene ou toque levemente em seu braço ou ombro.

– Quando o surdo estiver acompanhado de intérprete, fale diretamente com a pessoa, não com a intérprete.

– Se necessário, comunique-se por meio de escrita. Ou faça mímicas e gestos que possam identificar o que você quer dizer.

– Fale articuladamente, movimentando bem os lábios, mas evite por objetos ou a própria mão na boca, para não atrapalhar a leitura labial.

Pessoas com deficiência Intelectual

Devem ser tratadas com respeito e dignidade, assim como qualquer cidadão gostaria de ser tratado.

– Não tenha receio de orientá-los, quando perceber situação duvidosa ou inadequada.

– Pessoas com deficiência intelectual necessitam de orientação clara.

– Não reforce ou incentive atitudes e falas infantis, elogios desnecessários no diminutivo, como se conversasse com uma criança. Se for criança, trate como criança. Se for adolescente, trate como adolescente e, se for adulto, trate-o como tal.

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