Retorno das aulas: como proteger a saúde das crianças

Teacher and students wearing face mask in class

 

Após um período de aulas virtuais, os pequenos estão voltando para as escolas aos poucos. Além de ajudar na adaptação à escola, os pais devem se preocupar em fortalecer o sistema imunológico da criança, já que ela volta a conviver com várias outras crianças.

Os pais devem ficar atentos ao comportamento da criança nos primeiros dias de aula, especialmente se ela estiver iniciando em uma nova escola. O estresse na adaptação às aulas, com professores e colegas é normal, mas esse processo deve ser acompanhado de perto para se certificar de que a criança está gostando da escola e vai, portanto, aproveitar o restante do ano letivo.

Durante o período em casa, é comum que a rotina de sono e alimentação seja menos rígida. Mas, durante o período de aulas, os horários devem ser respeitados e os ajustes precisam ser feitos, já no primeiro dia da retorno às aulas. As crianças precisam ser incentivadas a dormir e acordar em horários regulares, cumprindo oito horas de sono, indispensáveis para uma boa saúde física e mental e consequentemente, um melhor rendimento em sala de aula.

Quanto às refeições, o ideal é que os horários da escola sejam mantidos em casa. Esse cuidado regula o metabolismo para que a criança sinta fome sempre nos mesmos horários. O cardápio deve priorizar os alimentos naturais frescos, com pouco (ou nenhum) espaço para os industrializados, como bebidas prontas e refrigerantes.

Os alimentos mais naturais (frutas, verduras, leite e derivados) também devem ser os principais itens da lancheira ou das escolhas na lanchonete.  O período de transição entre infância e adolescência (crianças de 7 a 10 anos) é o mais propício para o surgimento da obesidade infantil, dependendo dos hábitos alimentares, ritmo de crescimento e prática de atividades físicas.

Outro item para ter cuidado é a mochila. O peso não pode ultrapassar 10% do peso corporal da criança, para evitar o risco de problemas na coluna, como dores e desvios. Os pais devem incentivar o filho a arrumar a própria mochila diariamente e levar somente o que vai precisar na aula. Fichários e mochilas de rodinha ajudam a amenizar o peso.

Ao voltar para a escola, a criança pode apresentar sintomas novos, como dificuldade para enxergar o que está escrito na lousa e dores de cabeça. Esses sinais podem anunciar a necessidade de óculos. Para os pais não serem pegos de surpresa, o ideal é levar o filho ao oftalmologista para uma avaliação. Queixas auditivas também merecem atenção. Em muitas escolas, os professores são orientados a reportar qualquer dificuldade apresentada pelo aluno, inclusive de aprendizado e cognição.

Certifique-se de que seu filho está com a carteirinha de vacinação em dia e assim, retorne às aulas devidamente protegido. Se a criança precisar tomar alguma medicação durante o horário das aulas, organize o envio na mochila e combine com os professores para que ela não pule o remédio.

Por fim, a aglomeração em sala de aula pode possibilitar a transmissão de vírus e doenças contagiosas. Além do Coronavírus, precisamos nos preocupar com a dengue, zika e chikungunya, além da febre amarela em regiões de mata. A escola deve preparar o ambiente para evitar mosquitos, sem água parada e com a dedetização em dia, além de instruir os alunos sobre o tema.

Algumas regras para educar e conscientizar seus filhos no retorno às aulas durante a pandemia:

  • Ensinar e dar o exemplo das práticas de higiene, o que inclui lavar as mãos com sabonete, por pelo menos 20 segundos e contemplando dedos, unhas e punhos.
  • Monitorar o estado de saúde dos filhos. Caso haja febre ou mal-estar, procurar orientação médica e não levar à escola.
  • Encorajar a criança a fazer perguntas e falar sobre seus sentimentos, além de ser paciente e lúdico na comunicação com ela.
  • Manter-se atualizado sobre a pandemia e as regras a aderir.
  • Estar próximo da escola e ajudar a zelar pelo cumprimento das medidas de segurança propostas.
  • Ajudar a criança a manter um estilo de vida saudável, com rotina, alimentação balanceada e exercícios físicos.

Retomar o ensino presencial não será tarefa fácil, mas os benefícios podem ser enormes se respeitarmos esses cuidados. Alunos aprenderão, pais e mães conseguirão trabalhar e o vírus será controlado.

Fonte: Ministério da Saúde

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